Rui Portulez

…porque respirar é preciso, Rui Portulez encara a rádio como prática existencialista onde a música é trabalhada como matéria musical inserida num contexto de pós-modernidade aberta, redefinida pelo artista (porque Rui Portulez é um artista de rádio!) como work in progress. A sua acção delimita um espaço cujo capital simbólico lança a tensão, como boomerang. As suas sessões autorais baseiam-se numa temporalidade  ontológica, misturando elementos da cultura pop urbana com documentos-monumentos de arquitectura contemporânea e visão escultórica. Os seus “programas” são intensivos e não têm em conta as estruturas convencionais de significado, ultrapassando géneros, mas expressando uma visão futurista e ao mesmo tempo arqueológica da materialidade, movimento e definição espacial. à falta de melhor descrição, diz que faz “uncertain radio”. E fá-lo todos os dias entre as 7h e as 10h.