São à volta de dez filmes portugueses que fazem parte da programação desta mostra em São Paulo, no Brasil, que começa quinta-feira, 22 de outubro.

Cerca de uma dezena de filmes portugueses integram a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa esta quinta-feira (22) no Brasil, com a maioria da programação a decorrer online e em sessões ao ar livre.

O festival, que “faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial tem produzido”, vai apresentar 198 filmes em três plataformas online e em dois cinemas ao ar livre, por causa da pandemia da covid-19.

Na secção competitiva “Novos Diretores”, dedicada a primeiras obras, está o filme “Mosquito”, de João Nuno Pinto, inspirado numa história verídica de família do realizador, passada em África, na Primeira Guerra Mundial.

De acordo com a organização, os filmes desta secção que obtiverem mais votos do público serão posteriormente apresentados a um júri que vai atribuir o Troféu Bandeira Paulista.

Da restante programação, que se estende até 4 de novembro, tinha já sido anunciada a presença dos filmes “Ordem moral”, de Mário Barroso, e “A Herdade”, de Tiago Guedes.

A organização da Mostra de São Paulo escolheu ainda os filmes “O último banho”, primeira longa-metragem de David Bonneville, que estará praticamente em simultâneo também no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, e “O ano da morte de Ricardo Reis”, adaptação de João Botelho do romance homónimo de José Saramago.

Os documentários “Guerra”, de José Oliveira e Marta Ramos, e “Prazer, camaradas”, de José Filipe Costa, também serão mostrados no Brasil.

Destaque ainda para a inclusão do documentário “Nheengatu – A língua da Amazónia”, coprodução luso-brasileira rodada por José Barahona e que segue o rasto de uma língua imposta às populações indígenas pelos primeiros colonizadores portugueses que desembarcavam no Brasil no século XV.

Depois de ter tido estreia no festival Curtas de Vila do Conde, o produtor e realizador Rodrigo Areias conta em São Paulo com o filme “Vencidos da vida”, “uma compilação de filmes de diversos formatos” do cineasta e que “projetam múltiplas versões de pessoas vencidas pela vida”.

“In the dusk”, filme do realizador lituano Sharunas Bartas, com coprodução portuguesa da Terratreme Filmes, a curta documental “Escondida”, do iraniano Jafar Panahi, e “Coronation”, documentário do artista e dissidente chinês Ai Weiwei, integram também a programação, que inclui ainda “Panquiaco”, de Ana Elena Tejera, sobre Cebaldo, um homem que “se despediu de sua família, que faz parte da população indígena do Panamá”, e “agora trabalha num porto no norte de Portugal”.

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Fonte: Lusa

Liliana Teixeira Lopes