Morreu Sly Dunbar, uma das metades da dupla jamaicana Sly & Robbie. Tinha 73 anos. A morte foi confirmada pela sua esposa, Thelma, em declarações ao jornal “The Gleaner”. Não foram especificadas as causas da morte de Sly Dunbar, ainda que se saiba que o músico estava doente há já algum tempo.

Nascido em Kingston, em 1952, Sly Dunbar tornou-se conhecido pela sua técnica na bateria, misturando ritmos tradicionais jamaicanos com música rock, soul e funk. Ao lado de Robbie Shakespeare, falecido em 2021, formou a dupla Sly & Robbie, que acabaria a tocar – enquanto músicos de estúdio – em mais de 200 mil discos.

Entre os nomes com quem a dupla colaborou contam-se lendas do reggae como Peter Tosh ou Jimmy Cliff, assim como artistas como os Rolling Stones, Bob Dylan ou Grace Jones. Participaram, também, no álbum “Aux Armes et Cætera”, de Serge Gainsbourg, que causou polémica em França pela sua versão reggae d’”A Marselhesa”, o hino nacional do país.

Em 1980, ambos fundaram a Taxi Records, através da qual lançariam trabalhos de artistas como Black Uhuru ou Beenie Man. Enquanto baterista, tocou também com os Aggrovators, Upsetters ou Revolutionaries, e é sua a bateria que se escuta em “Punky Reggae Party”, de Bob Marley.

Ao longo da carreira, Sly Dunbar foi nomeado para 13 Prémios Grammy, vencendo dois: Melhor Gravação Reggae, por “Anthem”, dos Black Uhuru, em 1985 (que produziu com Robbie Shakespeare), e Melhor Álbum Reggae, por “Friends”, de Sly & Robbie. “Boops (Here to Go)”, êxito de 1987, é um dos temas mais conhecido da dupla.

Fonte: Expresso

Liliana Teixeira Lopes