Marcelo Rebelo de Sousa escolheu o artista Vhils, conhecido pelos rostos esculpidos em paredes, para fazer o seu retrato oficial como Presidente da República. O trabalho foi apresentado, na tarde de ontem, no Museu da Presidência, onde vai ficar exposto e pode ser visitado a partir de hoje.
Em comunicado, o artista dá conta de que “desde Columbano Bordalo Pinheiro, passando por Júlio Pomar e Paula Rego, esta é a primeira vez que o retrato presidencial não assume a forma de pintura”.
Este trabalho é uma obra de escultura e colagem, com jornais e revistas dos últimos dez anos, correspondentes ao tempo de mandato de Marcelo.

A obra foi inspirada “numa fotografia de Rui Ochoa, fotógrafo oficial da Presidência da República e figura incontornável do fotojornalismo político em Portugal” e o trabalho decorreu “ao longo de cerca de seis meses, no estúdio do artista, no Barreiro, num processo que combinou investigação, experimentação formal e sucessivos momentos de reflexão e ajuste. Durante esse período, o Presidente da República e a diretora do Museu da Presidência da República, Maria Antónia Matos, visitaram o estúdio, acompanhando a evolução”.
Vhils comunicou ainda que abdicou da sua remuneração pedindo “que esse valor fosse utilizado para adquirir obras de artistas emergentes” para a coleção do museu, o que foi aceite, e sugeriu que isso “se torne uma tradição”. Com base nos nomes que recomendou, “foram assim adquiridas 11 obras dos artistas ±MaisMenos±, Mantraste, Fidel Évora, Unidigrazz, Pantonio, Marta Pinto Machado, João Amado, Ana Aragão, Ana Malta, Francisco Vidal e Kindumba” e “serão ainda adquiridas duas obras para reserva e uma de rotação, de AKA Corleone, Tamara Alves e Raquel Belli”.
https://www.museu.presidencia.pt/pt/destaques/vhils-autor-do-retrato-oficial-de-marcelo-rebelo-de-sousa/
Fonte: Lusa
Liliana Teixeira Lopes

