Liliana Teixeira Lopes
“Bulakna” é um documentário assinado na realização por Leonor Noivo. É um retrato da força e da desigualdade. Este filme acompanha mulheres filipinas que hoje enfrentam uma nova forma de colonização: a migração forçada pelo trabalho.
Empregadas domésticas em países estrangeiros, milhares de filipinas sustentam economias alheias, trabalhando como cuidadoras e deixando as suas próprias famílias para trás, em suspenso, na terra natal.
“Bulakna” é uma das estreias nos cinemas esta semana.
“Riefenstahl” é um outro documentário que chega às salas nacionais.
Realizado por Andres Veiel, “Riefenstahl” explora o legado artístico de Leni Riefenstahl e os seus complexos laços com o regime nazi, justapondo o seu autorretrato com provas que sugerem a consciência das atrocidades do regime.
Hoje, a estética de Riefenstahl está mais presente do que nunca – mas será também verdade para a sua mensagem implícita? O filme examina esta questão utilizando filmes, fotografias, gravações e cartas do espólio de Riefenstahl. Ao mesmo tempo, coloca fragmentos da sua biografia num contexto histórico mais lato.
É também novidade nos cinemas “Palestina 36”. Tal como o título indica, neste filme somos transportados a 1936. Aldeias por toda a Palestina revoltam-se contra o domínio colonial britânico.
Yusuf oscila entre a sua casa rural e a energia inquieta de Jerusalém, ansiando por um futuro além da agitação.
Com a chegada de cada vez mais imigrantes judeus que fogem do antissemitismo na Europa e a união dos palestinianos na maior e mais longa revolta contra o domínio britânico, as partes envolvidas colidem num momento decisivo para o futuro da região.
“Palestina 36” é realizado por Annemarie Jacir e conta no elenco com atores como Jeremy Irons, Robert Aramayo, Liam Cunningham, Billy Howle, Hiam Abbass e Yasmine Al Massri, entre outros.

