A Live Nation (que detém a gestora da MEO Arena) e a Ticketmaster foram condenadas por deterem um monopólio ilegal no mercado norte-americano de eventos de entretenimento ao vivo, na quarta-feira. No entanto, a promotora musical sublinhou que o veredicto não será “a última palavra” no caso.
O júri do Tribunal Federal de Nova Iorque, que deliberou durante quatro dias, argumentou que a Live Nation condicionou ilegalmente não só o mercado de venda de bilhetes em mais de 200 salas de espetáculos, mas também a reserva de dezenas de grandes anfiteatros por parte dos artistas, noticiou a agência Reuters.
Além disso, foi considerado provado que as práticas anticoncorrenciais da Ticketmaster fizeram com que os consumidores de 22 estados norte-americanos tivessem de pagar mais 1.72 dólares (cerca de 1.46 euros) por bilhete, montante que poderá vir a ter de ser reembolsado, de acordo com a Associated Press.
Apesar de tudo, a Live Nation insistiu não ser detentora de qualquer monopólio, justificando que eram os artistas, as equipas desportivas e os recintos que determinavam os preços e as práticas aplicadas na venda de bilhetes.
Fonte: Notícias ao Minuto
Liliana Teixeira Lopes

