Organizado pela DJs for Climate Action, o projeto vai contar com mais de 60 eventos em mais de 40 cidades em todo o mundo, a decorrer entre 22 e 26 de abril. Um dos princípios centrais mantém-se: uma política rigorosa de “zero voos” para DJs, ou seja, todos os artistas atuam apenas nas suas regiões, sem recorrer a viagens de avião.

Sob o lema “Dance Local. Act Global”, a iniciativa pretende reduzir o impacto ambiental da indústria da música eletrónica, ao mesmo tempo que promove cenas locais e liga comunidades através da cultura. Países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Colômbia, Canadá, Austrália, Itália, Espanha, Países Baixos, Hong Kong e Portugal já têm eventos confirmados.

A programação é descentralizada, sendo organizada por promotores, coletivos e espaços locais. Os formatos variam entre noites de clube, transmissões em livestream, debates, instalações artísticas e encontros comunitários.

Em Lisboa, a iniciativa também marca presença com um evento local integrado na programação global. À semelhança das restantes cidades, a festa segue a filosofia do projeto: destacar artistas da cena local e criar um espaço de encontro que une música e consciência ambiental, sem necessidade de deslocações internacionais, acontece no Miradouro de Baixo no dia 25 de Abril.

Na edição anterior, em 2025, o Earth Night reuniu cerca de 8.000 participantes em 29 eventos distribuídos por 12 países, angariando 6.300€ para causas climáticas, tudo isto sem emissões associadas a viagens de artistas. Para 2026, a organização espera ultrapassar esses números.

Criado em 2018, o Earth Night posiciona a vida noturna como uma plataforma de ação climática, defendendo soluções locais e colaborativas face ao que descreve como uma persistente “paralisia climática” ao nível da liderança global.

Mariana Cruz