A Cinemateca Portuguesa abre hoje, dia 11, em Lisboa, um ciclo, “Descobrir as Pioneiras do Cinema Português”, que é “um convite à descoberta e à investigação” da obra fílmica de mulheres que trabalharam em Portugal desde os tempos do cinema mudo até aos anos 1960.
O ciclo está temporalmente balizado entre 1896 – o início do cinema em Portugal – e 1963, considerado o ano do nascimento do Cinema Novo, com o filme “Verdes Anos”, de Paulo Rocha, e de toda uma geração renovada de autores.
A partir dessa altura, por via de formações no estrangeiro, de cursos técnicos em Portugal e do Conservatório Nacional, surgiram mais mulheres no panorama do cinema, como Teresa Olga, Margareta Mangs, Noémia Delgado, Solveig Nordlund, Ana Hatherly e Margarida Cordeiro.
A Cinemateca Portuguesa lembra que até 1963 “apenas uma mulher realizou uma longa-metragem de ficção que tenha estreado comercialmente e cuja realização lhe tenha sido devidamente atribuída”. Foi Bárbara Virgínia, que tinha apenas 22 anos, com o filme “Três dias sem Deus” (1949).
Para inverter essa ideia de ausência de mulheres na dimensão técnica e criativa no cinema daquele tempo, a Cinemateca Portuguesa vai incluir “outras formas de trabalhar as imagens em movimento que não a longa-metragem de ficção”.
São incluídos filmes turísticos, documentários institucionais, encomendas e filmes científicos, como por exemplo os filmes etnográficos de Margot Dias e os geográficos de Raquel Soeiro de Brito.
https://www.cinemateca.pt/Cinemateca/Noticias/Descobrir-as-Pioneiras-do-Cinema-Portugues.aspx
Fonte: Lusa
Liliana Teixeira Lopes

