O Festival Mental, projeto pioneiro na promoção da saúde mental através da cultura, celebra 10 anos com uma “programação intergeracional” e focada na natureza que, entre hoje e domingo, ocupa vários espaços de Lisboa, com diversas manifestações artísticas.
Ao longo de dez anos, o Festival Mental “construiu um percurso consistente, acompanhando a evolução do discurso público sobre saúde mental e antecipando temas que hoje são centrais no debate contemporâneo”, destacam os promotores, afirmando que o festival vai assumir-se “como um verdadeiro ‘radar’, revisitando os temas do passado e projetando os desafios do futuro”.
Esta 10ª edição inclui cinema, teatro, música, debates, ‘workshops’, numa programação que se destaca “pela sua abrangência intergeracional, estendendo-se dos 8 aos 80 anos” e por explorar a relação entre saúde mental, bem-estar e natureza, através do segmento M-Natura, que promove “práticas de cuidado, escuta e reconexão através da cultura em diálogo com a natureza”.

O foco na natureza engloba, entre outras coisas, o documentário “Malcata – Conto de Uma Serra Solitária”, de Miguel Cortes Costa e Ricardo Guerreiro, a ser exibido no dia 17 de maio, no Cinema São Jorge, seguido de uma sessão de perguntas e respostas.
O ponto alto do festival é a exibição de curtas-metragens no segmento M-Cinema, mas inclui ainda as M-Talks, dedicadas à reflexão sobre a evolução do setor da saúde mental, o M-Click, centrado na relação entre ciência e criatividade, e o “My Story, My Song”, dedicado à partilha de experiências através da música, este ano com a cantora Maria João como convidada.
No ano em que assinala uma década de existência, o Festival Mental – Cinema, Artes e Informação invade o Cinema São Jorge, o atmosfera m e a Quinta das Conchas, em Lisboa.
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Fonte: Festival Mental
Liliana Teixeira Lopes

