O ícone do funk George Clinton entrou com uma ação judicial contra a UMG, acusando a editora de reter royalties no valor de cerca de 1,1 milhões de dólares que, segundo o artista, lhe são devidos.

De acordo com a queixa apresentada num tribunal do Michigan, Clinton afirma que a UMG terá bloqueado 100% dos royalties a que tem direito durante mais de três anos. O processo, com cerca de 20 páginas, acusa a gigante da indústria musical de quebra de contrato, envolvendo pelo menos 12 contas ligadas ao artista e receitas de músicas lançadas após 1969, incluindo trabalhos de produção feitos por Clinton com os Red Hot Chili Peppers.

Segundo a ação, a UMG justificou o congelamento dos pagamentos com base num processo judicial de terceiros, relacionado com uma disputa entre Clinton e o espólio de Bernie Worrell, antigo teclista dos Parliament-Funkadelic. No entanto, a defesa de Clinton argumenta que a editora não fazia parte desse processo, não enfrentava qualquer reclamação legal e não corria risco de responsabilidade, pelo que não teria fundamento para bloquear os royalties.

No documento, os advogados do músico classificam o caso como “uma clara quebra de contrato”, alegando que a decisão da UMG de reter os pagamentos foi injustificada.

A disputa paralela estava relacionada com alegações de que Worrell teria co-propriedade sobre algumas gravações dos P-Funk antes da sua morte. Contudo, em 2025, um juiz federal decidiu a favor de Clinton, concluindo que ele não devia royalties ao espólio de Worrell por temas clássicos como Give Up the Funk e Maggot Brain.

Agora, Clinton procura recuperar os valores alegadamente retidos, reacendendo uma nova batalha judicial contra uma das maiores editoras musicais do mundo.

Mariana Cruz