O pianista alemão Joachim Kühn, “figura histórica da inovação do jazz”, abre, a 31 de julho, o 42º Jazz em Agosto, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, cujo cartaz inclui também Canyon, Shardik e SML, entre outros.

À 42ª edição, o Jazz em Agosto “reafirma a sua identidade de apresentar a atualidade criativa e original do jazz, música que não cessa de evoluir”, de acordo com o diretor artístico do festival, Rui Neves, citado no comunicado de apresentação da iniciativa.

O cartaz desta edição, que acontece entre 31 de julho e 9 de agosto, inclui 14 concertos, que vão dividir-se entre o Grande Auditório, o Auditório 2 e o Anfiteatro ao Ar Livre.

O único concerto a acontecer no Grande Auditório, e que abre o Jazz em Agosto em 31 de julho, é “um piano solo de uma figura histórica da inovação do jazz, Joachim Kühn, hoje com 82 anos, contudo sempre enérgico e surpreendente no estilo que o identifica”.

Rui Neves salienta que “o interesse em ouvir, agora, este músico na plenitude da sua contribuição ao jazz provém da raridade dos seus concertos solo por sua própria imposição”.

Para 1 de agosto estão marcados os concertos dos portugueses David Maranha, em órgão elétrico, e Rodrigo Amado, em saxofone tenor, que editaram juntos, em 2024, o álbum “Wrecks”, e do quarteto norte-americano Canyon, que junta a pianista Sylvie Courvoisier, o violoncelista Lester St. Louis, o contrabaixista Joe Morris e o baterista Jerome Deupree, um dos elementos originais dos Morphine.

A 2 de agosto, o Jazz em Agosto recebe “uma rara combinação de voz e contrabaixo”, com Fred Moten, professor universitário, intelectual, escritor, a ler textos escolhidos, interventivos, acompanhado por Brandon Lopez, “um dos contrabaixistas mais relevantes da atualidade”.

No mesmo dia, apresenta-se também o quarteto norte-americano Shardik, liderado pelo guitarrista Matt Hollenberg, que em julho editou “Cruelty Bacchanal”, o segundo álbum do grupo que integra também a violinista Sana Nagano, o baixista Nick Jost e o baterista de Danny Sher.

Em 3 de agosto, sobe a palco o LUME – Lisbon Underground Music Ensemble, criado e liderado pelo pianista português Marco Barroso e que junta músicos de jazz e de música erudita.

Até 9 de agosto, pela Gulbenkian vão passar artistas e projetos como, entre outros: o quarteto francês Bonbon Flamme, do qual faz parte o guitarrista português Luís Lopes; o grupo pan-europeu The Sleep Of Reason Produces Monsters; a saxofonista canadiana Anna Webber e o quinteto Shimmer Wince; e o Chicago Underground Duo, que junta o trompetista Rob Mazurek e o baterista Chad Taylor.

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Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian

Liliana Teixeira Lopes