O Festival Músicas do Mundo regressa a Porto Covo e Sines, de 17 a 25 de julho, com menos concertos e menor carga horária, mas a mesma filosofia, assinalou o diretor artístico e de produção.
A programação completa inclui 38 concertos, menos 11 do que na edição anterior, distribuídos pelos mesmos nove dias de festival.
Numa entrevista à agência Lusa, e perante a ausência de artistas dos países africanos de língua oficial portuguesa, presença assídua noutras edições do Festival Músicas do Mundo, o diretor Carlos Seixas assume a “lacuna”, mas garante que “não foi propositada”, simplesmente “aconteceu”.
Mesmo do Brasil, que costuma enviar uma comitiva de músicos, apenas Otto virá ao Festival Músicas do Mundo deste ano (dia 24).

Já a representatividade portuguesa mantém-se expressiva, com Carlos Seixas a realçar os regressos de Bruno Pernadas (dia 17), A garota não (dia 24) e Vitorino Salomé (dia 25), acompanhado pelo Grupo de Cantadores de Redondo, enquanto The Legendary Tigerman vai estrear-se em Porto Covo, no dia 19.
RESSOA-Ecos do Mundo (dia 21), Filipe Sambado (dia 22), Duques do Precariado e RS Produções (dia 23), Lavoisier e Pedro da Linha (dia 24) e Unsafe Space Garden (dia 25) fecham o contingente nacional, a que se junta ainda Emilio Moret, um dos músicos mais relevantes do som cubano, atualmente radicado em Portugal.
Entre os artistas internacionais, oriundos de quatro continentes, regressam ao festival os congoleses Konono Nº1 e os palestinianos Le Trio Joubran.

Entre as estreias, Carlos Seixas aponta a napolitana La Niña, a espanhola Lia Kali, os franceses Super Parquet, o maliano Mádé Kuti, neto de Fela Kuti, a cubana Orquesta Akokán e o jamaicano Julian Marley, filho de Bob Marley.
Com artistas oriundos de mais de 20 países e territórios, a 26ª edição do FMM volta a arrancar na aldeia de Porto Covo, onde vai estar nos dias 17, 18 e 19 de julho.
A música muda-se para Sines a partir de 20, primeiro com atuações distribuídas pelo Centro de Artes de Sines, pelo Pátio das Artes e pelo Largo Poeta Bocage e depois, a partir de 22, nos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama, junto à praia.
Além dos concertos, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas, com exposição, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos para a infância, debates, oficinas, sessões de narração oral, encontros com músicos, visitas aos bastidores, apresentações de livros e uma feira do disco, do livro e do cartaz.
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Fonte: Lusa
Liliana Teixeira Lopes

