Dirigido por Jon Bolerjack, o documentário “Stan Lee: The Final Chapter” mostra os alegados abusos sofridos pelo homem que revolucionou o mundo da banda desenhada.

O entusiasta de banda desenhada Jon Bolerjack começou a filmar Stan Lee, então com mais de 90 anos, por volta de 2014, com o objetivo de retratar um dia na vida da lenda por detrás de muitos dos super-heróis da Marvel.

Mas acabou por documentar os alegados abusos sofridos pelo homem que revolucionou o mundo da banda desenhada, um relato que soa como um alerta para parte da indústria.

“Stan Lee: The Final Chapter”, que chegou esta semana às plataformas de “video-on-demand”, mostra Lee submetido a uma agenda extenuante nos seus últimos anos, marcada por intermináveis ​​sessões de autógrafos e convenções.

Baseado em centenas de horas de gravações, o filme reúne momentos mais ligeiros da vida, mas também as denúncias de pessoas do seu círculo sobre a alegada exploração por parte de dois ex-agentes, um dos quais foi acusado de fraude, roubo e privação ilegal de liberdade um ano depois da morte do cocriador de super-heróis como Homem-Aranha e Black Panther em novembro de 2018, aos 95 anos.

Jon Bolerjack, que afirma ter acompanhado Stan Lee nos seus últimos dias, disse em entrevista à France-Presse que foi pressionado direta e indiretamente para não lançar o material por um dos agentes e por várias empresas que preferiu não identificar.

Nascido em 1922, em Nova Iorque, Stanley Martin Lieber começou a trabalhar ainda adolescente na antecessora da Marvel, a Timely Comics, onde adotou o pseudónimo de Stan Lee e cocriou alguns dos super-heróis mais famosos de sempre.

As suas personagens eram homens imperfeitos, com superpoderes, mas também com problemas mundanos, o que ajudou a popularizá-las e a criar legiões de fãs.

A câmara de Jon Bolerjack retrata um Stan Lee afável e com pouco tino comercial. Mas Stan Lee não guardava rancor.

Fonte: SAPO

Liliana Teixeira Lopes