A plataforma pretende introduzir a etiqueta “Made With AI” ainda este ano, numa medida que procura aumentar a transparência e combater a fraude no streaming.
Ao contrário de plataformas como a Bandcamp e a Beatport, que adotaram restrições à música gerada ou assistida por inteligência artificial, a Apple Music não pretende proibir este tipo de conteúdo. A plataforma vai, em vez disso, apostar na transparência.
A Apple Music informou os seus parceiros da indústria de que editoras discográficas e distribuidores terão de indicar, no momento do envio, se um tema foi criada com recurso a IA. Os fornecedores de conteúdo serão responsáveis por incluir as chamadas “AI Transparency Tags”, uma vez que, segundo a Apple Music, estão numa posição privilegiada para saber como cada gravação foi produzida.
A decisão da Apple surge num momento de crescente preocupação da indústria com o impacto da IA no streaming, particularmente devido à enorme quantidade de música gerada automaticamente e ao potencial uso destes temas em esquemas destinados a manipular sistemas de royalties e recomendações.
A Spotify anunciou também este mês uma medida semelhante, através da criação de uma etiqueta específica para identificar artistas ou conteúdos gerados por IA. A plataforma pretende ainda impedir que músicas com essa identificação sejam incluídas nas suas recomendações algorítmicas.
Com a introdução da “Made With AI”, a Apple Music opta assim por uma abordagem de identificação e transparência, em vez de banir a música criada com inteligência artificial.
Mariana Cruz

