O Festival Internacional de Terror de Lisboa – MOTELX, que começa hoje, celebra duas décadas a dar visibilidade ao cinema de terror e, em particular, aos autores portugueses.

É assim que Pedro Souto e João Monteiro, os diretores artísticos, resumem o perfil do MOTELX no programa oficial da 20ª edição, que começa hoje no cinema São Jorge com a estreia de “Drag”, primeira longa-metragem de Raviv Ullman e Greg Yagolnitzer.

Este ano o festival conta com mais de 170 filmes de 40 países, em quase 150 sessões programadas até ao dia 13 e com várias homenagens, nomeadamente à realizadora luso-sueca Solveig Nordlund, que vai ser distinguida com o Prémio Noémia Delgado para Mulheres Notáveis no Terror e a entrega do prémio Mestre de Terror ao realizador Sergio Martino, com a exibição de alguns dos seus filmes.

O festival assinala também o centenário do nascimento do realizador e produtor norte-americano Roger Corman, “um dos inventores do cinema independente moderno”, com a exibição de vários filmes e a presença da viúva, Julie Corman.

Destaque ainda para uma retrospetiva dedicada ao cineasta José de Sá Caetano, 92 anos, “que permanece, ainda hoje, como uma das figuras mais esquecidas do cinema português e cujo universo surrealista merece uma severa redescoberta”.

Ainda no cinema português, o festival conta com a primeira longa-metragem em língua inglesa do realizador Carlos Conceição, “Bodyhackers”, na secção competitiva Méliès d’argent – Melhor Longa Europeia.


Ao prémio concorrem também “Bloody Tennis” (Alemanha), de Nikias Chryssos, “Ferine” (Itália), de Andrea Corsini, “The End of It” (Reino Unido/Espanha/Noruega), de Maria Martínez Bayona, com Gael García Bernal e Noomi Rapace, “No Rest for the Wicked” (Dinamarca/Ilhas Faroé/Islândia), de Kasper Kalle, “Species” (Bélgica/França), de Marion Le Correller, e “The Birthday Party” (Bélgica/França), de Léa Mysius, com Monica Bellucci.


Ao Prémio para a Melhor Curta-Metragem Portuguesa de Terror concorrem dez filmes: “amordemoura”, de Tiago Santos; “A Hora do Chico”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro; “Final da Noite”, de Duarte Gandum e Henrique Gandum; “Tardo”, de Carlos Calika; “Consolatio”, de Pedro M. Afonso; “Estou Aqui”, de Ana Rita Martins; “Spirit Caller”, de Vítor Dutta; “Bruno, o Boneco”, de Diogo dos Santos Oliveira; “consumido”, de [carrozo]; e “Royal”, de Hinata Almeida e Tomás Pascoal.

Este ano, o festival criou uma nova secção, “Lost in Europe”, para “resgatar e redescobrir cinematografias europeias esquecidas”, dedicando-se este ano aos países da chamada “Cortina de Ferro”.

As Sessões Especiais resgatam “The Hunger” (1983), de Tony Scott, ‘thriller’ erótico com os ‘vampiros’ David Bowie, Catherine Deneuve e Susan Sarandon, “Polyester” (1981), de John Waters, e “Wicked, Wicked” (1973), de Richard L. Bare, a que juntam “Silence” (2025), do espanhol Eduardo Casanova.

Entre os convidados do festival estão igualmente Geoff Barrow, fundador dos Portishead e produtor e argumentista de “Game”, assim como Jason Williamson, vocalista dos Sleaford Mods e intérprete no filme.

O 20º MOTELX encerra com o filme “Fall 2: Deadpoint”, dos irmãos Michael e Peter Spierig.

Mas falaremos um pouco mais sobre este festival na Paragem.

https://www.motelx.org/

Fonte: MOTELX

Liliana Teixeira Lopes