O Festival Iminente celebra dez anos este mês com uma edição que junta artistas que fazem parte da sua história e outros que participam pela primeira vez, num espaço em Lisboa, que “trouxe muitos desafios” e também “muitas possibilidades”.

O Festival Iminente, que junta música e artes plásticas, realiza-se este ano, de 17 a 20 de setembro, pela primeira vez, na antiga Escola Industrial Afonso Domingues, em Marvila, encerrada há 15 anos, por estar situada no caminho do projeto da Terceira Travessia sobre o Tejo, entre Chelas e Barreiro, que permitiria a passagem do comboio de alta velocidade.

Ao longo dos quatro dias, serão mais de 140 os artistas que vão atuar em cinco palcos.

Entre os artistas e bandas estão nomes como DJ Premier, Ustad Fazel Sapand, AJULLIACOSTA, La Familia Gitana, Dead City, Sam The Kid (que, com Orquestra e Orelha Negra, vai apresentar o álbum “Beats Vol.1: Amor”), Mind Da Gap, Micro, Mão Morta, num espetáculo com o acordeonista João Barradas e a artista visual Mariana Vilanova, Dino d’Santiago, Batida, Lena d’Água, Gisela João, DJ Marfox e DJ Nigga Fox, Ana Lua Caiano, A Garota Não e UN!DD, projeto que junta Acácia Maior, Cachupa Psicadélica, Fidju Kitxora, Prétu e Scúru Fitchadu.

O Palco Campo será instalado num dos antigos campos de futebol da escola, cujo chão será intervencionado pela dupla Halfstudio e no dia 19 vai mesmo voltar a acolher um jogo com equipas de vários clubes de futebol de bairros lisboetas.

Nesta edição regressa o Palco Choque, instalado numa pista de carrinhos de choque, que fica numa área onde havia um segundo campo de futebol.

Num outro espaço exterior, um antigo campo de ténis, fica o Palco Court, onde vão atuar vários DJ, um ‘halfpipe’ e várias intervenções artísticas.

É também ali que no último dia será instalado um ‘picadeiro’, da responsabilidade do Festival Precárias, com atividades pensadas para o público infantil.

Já no interior do edifício, o antigo refeitório e sala de lazer, onde se faziam os bailes de finalistas e que está a ser intervencionado pela 3D Crew, vai acolher o Palco Cantina.

Numa das noites, o Planeta Manas, que fechou em 2025, volta ali a ter um espaço, “transformando o encerramento de um espaço queer num argumento sobre continuidade, cidade e pertença”.

Vai haver também uma noite de celebração da cultura de Cabo Verde, com concertos de funaná, e uma outra de concertos Duro de Roer, evento dedicado à cena hardcore e metalcore.

Noutros espaços interiores, que em tempos foram salas de aulas, laboratórios ou oficinas, estarão a exposição do projeto Bairros (programa de trabalho continuado do Iminente com associações e comunidades de Lisboa), zonas de restauração, lojas, haverá sessões de cinema, conversas, performances de dança e instalações artísticas.

O antigo ginásio, o único espaço aberto ao público no piso de cima do edifício, vai acolher uma instalação de Vhils, uma nova forma de apresentar, com recurso a meios audiovisuais, a obra do artista dedicada ao escritor José Saramago, que está na praia de Paimogo, na Lourinhã.

Além de Vhils, dos Halfstudio e da 3D Crew, o cartaz das artes plásticas inclui ainda artistas como Wasted Rita, ±MaisMenos±, Tamara Alves, Pedrêz, Pedrita, Obey SKTR e KRUS.

A programação completa pode ser consultada no site oficial dos Festival Iminente.

https://festivaliminente.com/

Fonte: Festival Iminente

Liliana Teixeira Lopes