Liliana Teixeira Lopes

“Se Eu Tivesse Pernas Dava-te um Pontapé” é uma das estreias de cinema desta semana e é também um dos candidatos aos Óscares deste ano.

Realizado Mary Bronstein, “Se Eu Tivesse Pernas Dava-te um Pontapé” conta a história de Linda, uma terapeuta sobrecarregada, que tenta, sem sucesso, arranjar calma para gerir a misteriosa doença da filha e a ausência do marido. Um pequeno desastre no apartamento familiar obriga-as a deslocar-se para um motel, longe da zona de conforto de Linda.

Ao mesmo tempo, uma paciente sua desaparece, as decisões erradas multiplicam-se e, à medida que o controlo sobre a realidade lhe escapa e a sua psique em desagregação atrai até o desdém do seu próprio psicólogo, Linda mergulha num estado de frenesim e pavor obsessivo, um pesadelo onde dependências, desigualdades e neuroses a aproximam de um abismo.

O filme recebeu o prémio de melhor interpretação no Festival de Berlim 2025 para a atriz principal Rose Byrne. O elenco conta ainda com A$AP Rocky, e Conan O’Brien, entre muitos outros.

Outra das novidades nos cinemas é “Primeira Pessoa do Plural”, um filme de Sandro Aguilar, com Albano Jerónimo, Isabel Abreu e Eduardo Aguilar, que já recebeu vários prémios pelos diversos festivais por onde tem passado.

Em “Primeira Pessoa do Plural”, Mateus Lagoa e a sua esposa Irene preparam-se para celebrar o vigésimo aniversário de casamento num luxuoso resort numa ilha tropical, deixando o filho adolescente perigosamente à deriva.

Antes da partida para o paraíso, durante uma noite que têm inesperadamente de passar separados, os efeitos secundários das vacinas fazem-se sentir – febres, desmaios, arrepios, alucinações diversas. Uma melancólica disposição instala-se, e o seu mundo parece de alguma forma fraturado, capaz de insuspeitas e perigosas promessas.

“Primeira Pessoa do Plural” é a terceira longa-metragem de Sandro Aguilar.