Liliana Teixeira Lopes

A exibição cinematográfica em Portugal, em janeiro, aconteceu em 450 salas de cinema, o que significa menos 112 salas face a 2025, revelou o ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual.

Estes dados já refletem os encerramentos de salas de cinema ocorridos nos últimos meses, em particular pelo fecho dos complexos da exibidora Orient Cineplace, alvo de um processo de insolvência.

Segundo o ICA, o ano de 2025 terminou com 562 salas de cinema a operarem no país, com a exibidora NOS Lusomundo Cinemas a liderar, seguida da Cineplace e da UCI.

O panorama da exibição de cinema é aferido através da informação estatística produzida pelo ICA, a partir dos dados informatizados de bilheteira que são reportados pelas salas e exibidoras, sejam empresas, autarquias, cineclubes ou outras associações.

Na análise global ao país, os dados são necessariamente parciais, porque há concelhos que não transmitem dados informatizados ao ICA.

Com a informação recolhida, o ICA indica que 2026 começou com um total de 450 salas de cinema, o que significa menos 112 ecrãs do que em 2025.

Além do fecho da Cineplace, destaca-se a perda de salas da NOS Lusomundo Cinemas, nomeadamente pelo encerramento do complexo Alvaláxia, em Lisboa, totalizando esta exibidora, em janeiro, 196 salas.

Com o encerramento de salas de cinema ocorrido nos últimos meses, há cinco capitais de distrito sem exibição comercial regular de cinema: Viana do Castelo, Guarda, Bragança, Beja e Portalegre.

Por circunstâncias do mau tempo ocorrido nas últimas semanas na região centro, que levaram à inundação do complexo Cinema City de Leiria, e pelo encerramento dos cinemas Cineplace, Leiria atualmente está sem exibição comercial regular de cinema.

As salas portuguesas de cinema que ainda resistem registaram em janeiro 8,8 milhões de euros de receitas, sendo a melhor bilheteira arrecadada naquele mês desde 2004, segundo dados do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual.

Em janeiro, os dois filmes mais vistos foram: “A Criada”, de Paul Feig, e “Avatar: Fogo e Cinzas”, de James Cameron.

Segundo os dados do ICA, “Os Enforcados”, coprodução luso-brasileira de Fernando Coimbra, é o filme português mais visto em sala em janeiro, seguido de “Justa”, de Teresa Villaverde.