Liliana Teixeira Lopes
A Zero em Comportamento na Casa do Comum apresenta, em abril, o programa “Música, Contracultura e Memória Pop”. É um percurso por artistas e movimentos que fizeram da música um território de rutura e afirmação.
Num mês é marcado pela ideia de liberdade, este ciclo revisita momentos em que a criação artística se tornou num gesto político, na memória coletiva e força transformadora, lembrando que as revoluções também se fazem no palco, na palavra e no som.
Assim, a abrir este ciclo “Música, Contracultura e Memória Pop”, na Casa do Comum, é apresentado, a 1 abril, pelas 19h00, “Grunge: Uma História de Música e Raiva”. Revisitando o último grande movimento cultural antes da internet, o grunge nasceu em Seattle como herdeiro do punk e da fúria dos anos 70, transformando-se rapidamente num fenómeno global que deu voz à geração X através de bandas como Nirvana e Pearl Jam.
No dia 2, à mesma hora, é a vez de “Nick Cave: 20.000 Dias na Terra”, um retrato íntimo e poético de Nick Cave que, ao longo de 24 horas ficcionadas da sua vida, combina realidade e encenação para explorar o seu processo criativo e a construção da identidade artística, celebrando o poder transformador da criação musical.
“Joan Baez – A Cantiga É Uma Arma” é exibido a 3 de abril, igualmente às 19h00. É mais um retrato íntimo, desta vez, de Joan Baez que, acompanhando a sua última digressão e mergulhando no seu vasto arquivo pessoal, revisita a vida e a carreira de uma artista emblemática, revelando as suas lutas emocionais, o ativismo pelos direitos civis e as relações que marcaram o seu percurso.
“Ryuichi Sakamoto: Coda” também entra na intimidade de Ryuichi Sakamoto para acompanhar o seu percurso do techno-pop à composição premiada com um Óscar, revelando um artista cuja música evolui em diálogo com a vida, o ativismo e a consciência da fragilidade humana após a doença.
Será projetado a 4 de abril, às 17h00.
No mesmo dia, mas às 19h00, vai ser possível ver ainda “Led Zeppelin: O Nascimento da Lenda”, o primeiro documentário oficialmente autorizado que revisita as origens dos Led Zeppelin e a sua ascensão meteórica, reunindo testemunhos dos membros da banda e imagens raras.
A fechar este ciclo dois documentários. Às 17h00, passa “Pote de Ouro – Nos Copos Com Shane Macgowan”, um retrato definitivo de Shane MacGowan, poeta punk e líder dos The Pogues, que percorre a sua vida intensa entre a Irlanda e Londres, revelando a sua paixão, humor e visão cultural.
Depois, pelas 19h00, é exibido “Patti Smith, Poeta do Rock”, sobre Patti Smith desde a chegada a Nova Iorque, jovem e sem recursos, até à afirmação como poeta e ícone do rock, revelando como transformou a própria vida num manifesto artístico e político através da música, da palavra e da reinvenção constante.

