O relatório adverte que os baixos salários, o trabalho não remunerado e a redução das infra-estruturas estão a provocar um colapso na mobilidade social.
O novo relatório intitulado Class Roof: A Review of Working Class Participation in the Arts baseia-se em pesquisas e entrevistas realizadas na em Manchester.
Conclui que o sector favorece cada vez mais aqueles com apoio financeiro,expulsando os criativos da classe trabalhadora antes das suas carreiras sequer começarem.
De acordo com este relatório apenas 43,6%dos inquiridos da classe trabalhadora ganham o suficiente para viver do seu trabalho criativo, enquanto mais de metade, 51% afirmam ter sofrido preconceitos ou discriminação com base na classe social.
Apenas 21,9 por cento relataram conhecer alguém que trabalhou nas artes enquanto crescia.
O relatório também aponta para barreiras estruturais na educação e na formação. As inscrições para cursos rem artes caíram 42% desde 2010.
A música é identificada como um setor sob especial pressão, agravada pelos baixos salários, pelo trabalho inseguro e pela perda de espaços e estúdios populares.
O relatório também documenta práticas de exploração contínuas, tais como actuações não remuneradas.
O relatório apela a um salário mínimo para cargos em início de carreira, ao fim do trabalho não remunerado, à expansão da aprendizagem criativa e a um maior investimento em infra-estruturas.
Mariana Cruz

