Morreu o baixista William Nelson, conhecido como “Billy Bass”. Tinha 75 anos.

A morte do músico tinha sido erroneamente anunciada na segunda-feira da semana passada por George Clinton, líder dos Funkadelic, dos quais “Billy Bass” fez parte. Nelson, no entanto, acabou mesmo por falecer no passado sábado, três dias depois do seu 75º aniversário, segundo apurou a revista “Classic Rock”. Não se sabem ainda as causas do óbito.

Nascido em Plainfield, Nova Jérsia, “Billy Bass” trabalhou, enquanto adolescente, na barbearia de George Clinton nessa mesma cidade. Aquando do sucesso de “(I Wanna Testify)”, dos Parliaments, em 1967, Clinton reuniu um grupo de músicos que o pudessem acompanhar em digressão, colocando “Billy Bass” como baixista. Este, por seu turno, apresentou Clinton ao guitarrista Eddie Hazel, que teria uma forte influência na sonoridade dos Funkadelic.

Foi mesmo “Billy Bass” quem sugeriu o nome Funkadelic para o grupo, que se mudou para Detroit e acabaria dividido em dois: os Parliament e os Funkadelic. Com estes últimos, gravou três álbuns, todos eles considerados seminais na história do funk: “Funkadelic” e “Free Your Mind… And Your Ass Will Follow”, ambos de 1970, e “Maggot Brain”, de 1971.

Nesse mesmo ano, Nelson deixou os Funkadelic, em resultado de disputas financeiras. Acabaria substituído por Bootsy Collins. Ao lado de Hazel, tocou nos Temptations, e colaborou com artistas como os Commodores, Chairmen of the Board, Fishbone, Jermaine Jackson, Lionel Richie ou Smokey Robinson.

Ao lado de quinze outros membros dos Parliament-Funkadelic, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 1997. Entre os seus maiores “alunos” está Flea, dos Red Hot Chili Peppers, que o apontou como uma das suas maiores influências.

Fonte: Blitz

Liliana Teixeira Lopes