A 11ª edição da mostra de cinema português Cine Atlântico, que arranca esta sexta-feira em Angra do Heroísmo, nos Açores, presta homenagem ao realizador Paulo Rocha e apresenta o novo cinema que se faz em Portugal.

No primeiro fim de semana, de hoje a domingo, são exibidos na sala da Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio dos Artistas cinco filmes de Paulo Rocha e no segundo, de 23 a 25 de outubro, seis filmes que procuram refletir o novo cinema português, com o tema “feridas abertas e novas linguagens”.

O Cine Atlântico arranca, hoje, com “Mudar de Vida”, o segundo filme de Paulo Rocha, lançado em 1966, que “acompanha o regresso de um soldado da guerra colonial à sua aldeia no Furadouro”, retratando um “país suspenso entre tradição e modernidade”, lê-se no material de promoção da mostra.

Hoje é ainda exibido “O Desejado ou as Montanhas da Lua”, de 1987, “uma das obras mais enigmáticas e ambiciosas de Paulo Rocha”, inspirada no clássico japonês “Genji Monogatari” e no mito português de D. Sebastião.

No sábado, é apresentado “O Rio do Ouro”, de 1998, “considerado por muitos a obra-prima de Paulo Rocha”, seguido de “A Raiz do Coração”, de 2000, “um dos filmes mais livres e provocadores” do realizador.

O fim de semana dedicado a Paulo Rocha termina com “Vanitas ou o Outro Mundo”, de 2004, descrito como “o filme mais radical e crepuscular” do realizador.

https://www.cineatlantico.eu/

Fonte: Lusa

Liliana Teixeira Lopes