Um relatório da autarquia de Sidney revela que as restrições no licenciamento de estabelecimentos noturnos poderão ter custado à economia da cidade mais de mil milhões de dólares australianos (cerca de 625 milhões de euros) em apenas cinco anos. O documento de 40 páginas reflecte sobre as medidas implementadas em 2014, que visavam diminuir os incidentes violentos devido ao consumo de álcool. 

Apesar de o objectivo ter sido alcançado, o relatório aponta que parte se deveu à igual diminuição de tráfego pedestre nas zonas onde as limitações foram adoptadas, nomeadamente no distrito central. Além do impacto financeiro, as medidas resultaram, ainda, numa redução acentuada das receitas de bilheteira em salas de espectáculo e música ao vivo – algo que também estará relacionado com códigos e decretos contraditórios entre as várias divisões que regulam a actividade. 

As restrições resultaram, ainda, na perda de cerca de 3 mil postos de trabalhos sendo que um terço desses estaria no segmento criativo.

Sidney pretende, agora, redinamizar a sua vida nocturna, tendo já avançado com um plano de governância melhorado, com direito a gabinete próprio, inserido numa estratégia que envolve vários sectores do executivo local. A cidade australiana junta-se, assim, a um lote de cidades que pretende apostar na vida nocturna, com vista à melhoria do potencial de valorização económica do sector, onde se incluem Londres, Berlim e Tóquio, entre outras.

João Barros