A Cinemateca Portuguesa dedica uma curta, mas fundamental retrospetiva, a Noémia Delgado, autora de uma obra pouco conhecida, mas que merece ser redescoberta. A retrospetiva é curta, porque curta é também a sua obra, dado que foram poucos os filmes que conseguiu realizar, entre os muitos projetos que deixou escritos, correspondendo a maior parte da sua filmografia (acabada) a títulos para a televisão, escreve a Cinemateca no seu site.

Em paralelo com um “cinema revolucionário”, que emergiu em abril de 1974 associado à urgência de registo do presente, no mesmo período surge todo um núcleo de filmes de cariz etnográfico, que interrogam as raízes míticas e simbólicas do imaginário português. Movimento muito expressivo na produção cinematográfica de então, que se relaciona com o trabalho desenvolvido pelo Centro Português de Cinema, cooperativa de que Noémia Delgado fez parte, e com a qual rompeu, em que sobressai um filme como MÁSCARAS, dada a sua sensibilidade invulgar.

Esta retrospetiva “Noémia Delgado, o cinema no singular”, decorre de hoje a 14 outubro, na Cinemateca Portuguesa.

https://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=2109

Fonte: Cinemateca Portuguesa

Liliana Teixeira Lopes