A assinalar os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, Música, cinema, conferências, encontros, o lançamento de um estudo e de uma plataforma digital de acesso livre sobre 70 anos de apoios estão previstos, numa série de iniciativas que se estendem até dezembro e incluem ainda a estreia de obras encomendadas a compositores, na próxima temporada de música, conversas e a aula inaugural do recém-formado Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados, em novembro.

Desde quinta-feira, está patente ao público a exposição “Gulbenkian, 70 anos em cartaz”, que combina 70 cartazes da coleção e outros materiais gráficos de atividades programadas ou apoiadas pelos serviços da fundação, nas áreas da educação, arte e ciência.

Em setembro, tem início o ciclo de cinema com dois documentários de época: “A Hard Day’s Night”, de Richard Lester, comédia musical que acompanha John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, durante 36 horas, no auge da ‘Beatlemania’; e “Don’t Look Back”, de D.A. Pennebaker, que dá nome ao ciclo, e acompanha o jovem Bob Dylan numa digressão de três semanas pelo Reino Unido, em 1965.

O ciclo vai prolongar-se até ao final de setembro, e inclui ainda “A Última Valsa” (“The Last Waltz”), de Martin Scorsese, com o derradeiro concerto dos The Band, em 1976; “Stop Making Sense”, de Jonathan Demme, com os Talking Heads ao vivo, quando lançavam “Speaking in Tongues”, em 1983; “Summer of Soul”, de Ahmir ‘Questlove’ Thompson, documentário sobre o festival Harlem Cultural, de 1969, concebido para celebrar a cultura e a música afro-americana e o orgulho negro, que ficou conhecido pelo “Woodstock de Harlem”; e “Purple Rain”, de Albert Magnoli, estreia de Prince no cinema, Óscar de Melhor Banda Sonora, em 1985.

Cada filme é comentado por um autor, crítico ou divulgador.

Em outubro, as celebrações entram pela nova Temporada de Música e pelos concertos do Coro e da Orquestra Gulbenkian, já anunciados.

A 11 de novembro, será feita a conferência inaugural do Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados, pelo historiador David Nirenberg, diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, que no dia seguinte participará numa conversa pública sobre o papel das humanidades na sociedade contemporânea.

A 20 e 21 de novembro, a revista Colóquio realiza o encontro “A Arte da Crítica”, o primeiro da história da revista, com programa ainda a anunciar.

As comemorações dos 70 anos da fundação encerram com os concertos da Orquestra Gulbenkian, nos dias 10 e 11 de dezembro, em que será estreada a obra de compositor neerlandês Hawar Tawfiq “O Que Fica”.

De recordar que até 26 de julho, a entrada no Museu Gulbenkian, que já reabriu, será gratuita.

Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian / Lusa

Liliana Teixeira Lopes