As vendas de CDs nos Estados Unidos estão a crescer mais rapidamente do que as de vinil pela primeira vez em mais de dez anos. Os dados fazem parte do Relatório Semestral de 2026 da Luminate, empresa especializada em análise de dados da indústria musical.

Segundo o estudo, foram vendidos 16,3 milhões de CDs nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 16% em comparação com o mesmo período de 2025. Já o vinil registou um crescimento mais modesto, de 2,4%.

A Luminate atribui grande parte deste aumento ao fenómeno do K-pop, género em que os álbuns em CD são frequentemente comercializados como objetos de coleção. 

Ainda assim, mesmo excluindo o impacto do K-pop, as vendas de CDs cresceram 6,7% nos Estados Unidos este ano. No total, os formatos físicos — vinil, CD e cassete — venderam 38,2 milhões de unidades, representando um aumento global de 7,8%.

No streaming, a música eletrónica e dance foi o género com maior crescimento percentual, registando uma subida de 0,51%. 

Entre os artistas que mais contribuíram para este aumento estão John Summit e The Chainsmokers. Apesar disso, o R&B e o hip-hop continuam a dominar os hábitos de escuta dos norte-americanos, representando cerca de um quarto de todas as reproduções em plataformas digitais.

Numa altura em que o vinil parecia ter conquistado definitivamente o mercado físico, os CDs mostram que ainda têm muito para dar, especialmente entre os fãs mais dedicados e colecionadores.

Mariana Cruz